RAZÃO DE UMA CANDIDATURA
Integrar uma lista como candidato a um órgão, no caso municipal,
implica responsabilidade imediata e futura antecedida por causa
reflexiva motivadora.
A causa motivadora da minha candidatura, a aceitação da
responsabilidade do cargo, tem origens remota e próxima.
A origem remota sustenta-se no facto de na minha tenra idade, com
os meus 21 anos, em 1966, ter tirado o meu tirocínio político em
Benavila onde pela primeira vez fui abordado pela PIDE proibindome
de continuar a contactar com trabalhadores locais com quem
comungava problemas. A vivência da sua luta quotidiana por uma vida digna foi a metamorfose
que me fez passar da teoria política livresca para a acção clandestina.
A origem próxima também tem relação com a vivência com os cidadãos locais, com as suas
observações e críticas em relação ao estado “da coisa” concelhia, nomeadamente ao marasmo
em que Avis se encontra e que é de sobremaneira relevante se comparada com outras autarquias,
nomeadamente as limítrofes!
As pessoas criticam, discordam mas não participam! Pautam-se por uma constante cautela na
acção, pelo receio de rotura do actual status concelhio! Incutem-lhes, habilidosa e ardilosamente,
receios, nomeadamente o de poderem perder o posto de trabalho!...
É contra esse marasmo de prática do direito de cidadania, pela transposição da crítica opinativa
do café e vizinhança para os fóruns institucionais como a Assembleia Municipal que aceitei
candidatar-me.
• Candidato-me contra a intriga, compadrio e receio!
• Candidato-me pelo diálogo político com as forças vivas e institucionais do concelho!
• Candidato-me por um inter-relacionamento intraconcelhio e intermunicipal!
• Candidato-me à Assembleia Municipal para ouvir a voz da cidadania, a voz do povo de Avis.
Avis carece de mudança, de acção, de ter lugar no mapa do crescimento e desenvolvimento. Para
objectivação desta tarefa constituímos uma lista de candidatos à Assembleia Municipal, com os
seguintes elementos: |